Aché investe R$ 500 milhões em nova fábrica em Suape

Nova planta dobrará a atual capacidade produtiva do laboratório

A Aché lançou nesta semana a pedra fundamental de sua nova fábrica no complexo industrial de Suape, em Pernambuco. A unidade, que receberá investimento total de R$ 500 milhões, mais que dobrará a atual capacidade produtiva do laboratório, de acordo com a presidente da empresa, Vânia Nogueira.

A executiva, que assumiu o comando há seis meses, diz que a primeira etapa do projeto deve ser concluída até março do próximo ano, com financiamento de R$ 230 milhões do BNDES. Trata-se da etapa responsável pela embalagem de produtos.

A segunda parte da unidade em Suape, na qual ocorrerá fabricação de medicamentos sólidos com e sem prescrição médica, deve ser finalizada até 2021.

“Ainda estamos em fase de negociação com o BNDES para obter o financiamento dessa segunda etapa”, afirmou Vânia.

Atualmente, a capacidade produtiva da Aché é de 500 milhões de unidades ao ano. Somente a nova fábrica terá capacidade de 700 milhões de unidades. O projeto faz parte do plano estratégico da empresa, elaborado em 2015, de dobrar seus volumes de produção a cada cinco anos.

No ano passado, a companhia registrou alta de 10,4% na receita líquida, que atingiu R$ 2,96 bilhões. Para este ano, disse a executiva, a empresa prevê mais um crescimento de 10%. O laboratório teve lucro de R$ 566 milhões em 2017, alta de quase 4% em relação ao ano anterior.

Antes dos juros e dos impostos, houve um ganho de R$ 794 milhões, aumento de 8,2%, resultado que foi impactado pelos investimentos em inovação – de cerca de 10% da receita por ano – e obras de preparação da nova fábrica, como a terraplenagem.

O setor farmacêutico passa por um movimento de consolidação, mas, no Brasil, os maiores concorrentes ainda têm entre 6 % e 7% de participação de mercado. Com 6,72% do bolo, a Aché “não se vê na posição de ser comprada”, afirmou a executiva.

Segundo Vânia, as oportunidades de aquisição estão sempre sendo avaliadas na empresa, embora ela não vislumbre nenhuma no curto prazo. A última compra da empresa foi em 2016, da Nortis Farmacêutica, do Paraná.

Com dívida bruta de R$ 174, 6 milhões e caixa de R$ 169 milhões, a empresa também não tem urgência de ir ao mercado de capitais captar recursos. “Hoje, IPO [oferta pública de ações] e aporte de fundos não são o nosso foco, não estão em discussão no momento.

Dispomos de recursos para sustentar o nosso crescimento”, afirma. “Os acionistas, mesmo em períodos de crise sempre mostraram disposição de investir”, disse a executiva. Com sede em São Paulo, a Aché é controlada por três famílias.

Em 12 meses, até o fim de março, o mercado farmacêutico brasileiro cresceu 5,8% em unidades e 12,2% em reais, segundo informações do setor. Envelhecimento da população, maior preocupação com prevenção e inovações da indústria mais do que compensaram o alta do desemprego nos últimos.

Em relação à média do mercado, a Aché se privilegia de poder adotar uma política de descontos um pouco menos agressiva. Isso acontece porque apenas 10% do faturamento da empresa vem de medicamentos genéricos, que sofrem mais coma concorrência por ser um produto “comoditizado”, além de ser alvo do desconto legal de 35% em relação ao preço do medicamento de referência.

A Aché tem fábricas em Guarulhos (SP), São Paulo e Londrina (PR). A escolha por construir sua primeira unidade no Nordeste é estratégica para o mercado interno e externo.

“O mercado farmacêutico nordestino cresce acima da média do nacional, é importante termos um distribuição mais local”, diz.

Além disso, a empresa visa usar o Porto de Suape para importar alguns insumos e, principalmente, tentar alavancar as suas exportações, que hoje ainda representam uma fatia pouco relevante no negócio. No ano passado, as vendas da empresa para 20 países no exterior geraram uma receita de R$ 15 milhões.

Fonte – BVMI – Marina Falcão/Valor Recife

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