Exxon confirma investimento de US$ 2,38 bi no Brasil

Petroleira americana paga US$ 2,38 bilhões (cerca de R$ 7,7 bilhões) para reforçar presença no Brasil

Com participação tímida no país – uma carteira de apenas duas concessões no Nordeste – a empresa foi às compras e, em pouco mais de um mês, adquiriu 14 áreas em águas profundas no litoral brasileiro. Mira principalmente o potencial de descobertas no pré-sal.

Só para entrar no projeto de Carcará (bloco BM-S-8), no pré-sal da Bacia de Santos, a Exxon vai desembolsar cerca de US$ 1,8 bilhão (R$ 5,9 bilhões). O valor inclui um pagamento de US$ 1,4 bilhão à norueguesa Statoil, operadora do projeto, por 40% da concessão, mais US$ 366 milhões em bônus de assinatura por Carcará Norte, área unitizável (adjacente à descoberta) leiloada semana passada.

A companhia estima que Carcará tenha recursos recuperáveis de 2 bilhões de barris de petróleo de alta qualidade. Segundo o vice-presidente de relações com investidores da multinacional, Jeffrey Woodbury, a empresa está “entusiasmada” com as aquisições. “Realmente nos permitiu entrar em uma bacia [a de Santos] muito prolífica que estamos observando por algum tempo”, disse o executivo, em conferência com investidores.

Jeffrey Woodbury é o vice-presidente de relações com investidores da ExxonMobil.

Jeffrey Woodbury é o vice-presidente de relações com investidores da ExxonMobil.

Desde que devolveu à União o bloco BM-S-22, no pré-sal da Bacia de Santos, após uma campanha exploratória malsucedida, no início da década, a Exxon vinha com uma atuação tímida no país. Em meio às mudanças regulatórias recentes adotada pelo governo e ao anúncio do calendário plurianual de rodadas, a Exxon decidiu então fortalecer sua presença no mercado brasileiro. “No Brasil, onde há uma geologia muito forte, o governo evoluiu as bases fiscais e adotou termos fiscais competitivos”, disse Woodbury.

A empresa desembolsará outros R$ 1,9 bilhão, em bônus de assinatura, pelos dez blocos exploratórios arrematados em setembro, na 14ª Rodada da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A Exxon foi a principal protagonista do leilão, ao adquirir, junto com a Petrobras, numa parceria 50%/50%, seis concessões em águas ultraprofundas na Bacia de Campos. Os ativos margeiam o polígono do pré-sal, mas os dados sísmicos da região indicam potencial para descobertas abaixo da camada de sal.

“Identificamos perspectivas de vários bilhões de barris de alta qualidade existentes sobre esses blocos, com base em nossos próprios dados sísmicos, e estamos ansiosos para trabalhar com o governo e nossos parceiros para progredir nos planos de exploração”, afirmou o executivo.

Como operadora, a Exxon arrematou, sozinha, dois blocos na Bacia de Campos. E, em parceria com a Murphy Oil (20%) e a Queiroz Galvão Exploração e Produção (30%), mais duas concessões na Bacia de Sergipe-Alagoas. Como parte da associação com QGEP, a multinacional fechou acordo para entrar nos blocos SEAL-M-351 e SEAL-M-428, adquiridos pela QGEP em 2015, na 13ª Rodada. A petroleira americana assumiu uma fatia de 50% nos projetos e a operação das duas concessões.

A estimativa da empresa é começar suas atividades de exploração no Brasil já no ano que vem, com o levantamento de sísmicas, e perfurar os primeiros poços em 2019. A companhia, no entanto, não detalhou qual será o foco dos investimentos.

Segundo Woodbury, os novos blocos adquiridos pela empresa “oferecem um potencial promissor para a companhia de exploração em águas profundas”.

Fonte – BVMI – Licio Melo – André Ramalho/Valor

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