Goldwind terá contrato de até R$ 450 milhões com Energimp

Empresa é a maior fabricante chinesa de turbinas eólicas e uma das líderes globais do setor

A Goldwind, maior fabricante chinesa de turbinas eólicas e uma das líderes globais do setor, fechou contrato de até R$ 450 milhões para a realização de reparos em parques eólicos da brasileira Energimp, confirmou ao BVMI uma fonte que acompanha de perto todas as fases da negociação.

A empresa disse que o negócio envolve fornecimento de equipamentos, reparos e serviços de “retrofit” em 242 turbinas de usinas da Energimp, num total de 363 megawatts em capacidade, sem citar valores.

A Energimp, que opera parques eólicos no Nordeste e no Sul do Brasil, é uma sociedade entre a fabricante argentina de equipamentos eólicos Impsa e o Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS).

A companhia passou a sofrer dificuldades após a Impsa pedir recuperação judicial, ainda em 2014, o que paralisou projetos em andamento e prejudicou a manutenção das turbinas dos parques eólicos que ela já tinha em operação.

“Essa solução, com a Goldwind, vai recuperar a capacidade de geração de energia da Energimp, o contrato é de um valor expressivo, de 400 milhões a 450 milhões de reais em investimento“, disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato.

Os trabalhos de recuperação dos parques eólicos devem levar entre dois anos e quatro anos para serem concluídos, ainda de acordo com a fonte, que adicionou que muitas das turbinas dos empreendimentos da Energimp não estão mais em condições de operar, o que prejudica o faturamento da empresa.

A Goldwind anunciou ainda em março o fechamento de seu primeiro contrato no Brasil, conforme publicado pela Reuters, mas a empresa não divulgou à época quem era a contraparte no negócio.

Uma segunda fonte disse que o acordo foi junto a um parque eólico em Mataraca, na Paraíba, e envolveu reparos em equipamentos, assim como o mais recente negócio junto à Energimp.

A Goldwind também assinou no país contrato com a Chesf, da Eletrobras, para avaliar soluções que permitam a retomada da construção da usina eólica Casa Nova I, na Bahia, paralisadas há anos após a crise financeira da Impsa, que forneceu os equipamentos do empreendimento.

Mas esses contratos são apenas um início para as atividades da Goldwind no Brasil, adicionou a segunda fonte, familiarizada com a estratégia dos chineses.

“A Goldwind não veio para o Brasil só para fazer reparos em turbinas”, disse.

A Goldwind tem conseguido os primeiros acordos para serviços e fornecimento em parques eólicos com turbinas da Impsa porque a companhia é atualmente a única empresa licenciada no Brasil para utilizar tecnologia da alemã Vensys, adotada nos equipamentos da fabricante argentina.

Fonte – BVMI – Luciano Costa/Reuters

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