Mahindra Brasil tem US$ 70 milhões para investir nos próximos 5 anos

Empresa quer construir nova fábrica e atingir venda anual de 2 mil tratores até 2020

Concentrada em tratores com potência de 26 a 95 cavalos, a multinacional de matriz indiana Mahindra planeja tornar o Brasil o segundo maior mercado fora de seu país de origem, atrás apenas dos Estados Unidos. A expectativa da fabricante é de atingir a marca de 2 mil unidades vendidas em um ano até 2020, o que significaria, a valores atuais, uma receita de US$ 50 milhões.

A base da estratégia foi assumir totalmente o controle das operações no território brasileiro, onde tem uma planta industrial para mil tratores por ano em Dois Irmãos (RS). A empresa atuava por meio de um representante até outubro de 2016, quando decidiu fazer um investimento de US$ 26 milhões para deter 100% das estruturas relacionadas à sua marca no país. Fontes ligadas a companhia confirmaram ao BVMI que a marca possui reserva de US$ 70 milhões para investimentos no mercado nacional nos próximos 5 anos.

Jak Torreta Junior é o diretor geral de Operações da Mahindra Brasil.

Jak Torreta Junior é o diretor geral de Operações da Mahindra Brasil.

O diretor geral de Operações da Mahindra Brasil, Jak Torreta Junior, explica que a atuação direta da fabricante é positiva para a tomada de decisões de investimento. E facilita o cumprimento de regras de uso de componentes fabricados do Brasil, condição necessária para garantir o acesso a linhas de crédito do governo para financiamento de máquinas e equipamentos. “O custo para nacionalizar é alto”, afirmou Torreta.

Até o fim de 2017, a companhia pretende ampliar de 15 para 20 unidades a sua rede de concessionários, que atende a região Sul e Minas Gerais. E espera conseguir vender entre 400 e 500 máquinas no Brasil. Se confirmado, seria um crescimento exponencial em relação aos anos anteriores de operação da marca do país. De 2012, quando chegou, vendeu ao todo 560 unidades.

“Nossa estratégia é dobrar as vendas a cada ano”, disse.

Está nos planos vender também tratores maiores, com até 130 cavalos. Inicialmente, esses equipamentos serão trazidos de fora, mas, futuramente, devem ser produzidos no Brasil. “Com essas expectativas, vamos precisar de outra fábrica”, acrescentou, sem detalhar onde a unidade seria instalada.

Executivo com passagens por outras empresas do setor, ele espera pelo menos uma manutenção do ritmo de crescimento do mercado de máquinas agrícolas neste ano. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) registrou vendas de 21,547 mil tratores de janeiro a julho de 2017, 21% a mais que no período em 2016.

O maior crescimento vêm sendo contabilizado no pequeno e médio portes. A comercialização de tratores de até 80 cavalos foi 14,8% maior no primeiro semestre, somando 9,864 mil. Na faixa de 81 a 130 cavalos, a alta foi de 39,7%, com 6,979 mil. E a venda de máquinas com potência superior a 130 cavalos subiu 11,8% no período, passando para 4,728 mil unidades.

“O mercado vai crescer”, acredita o executivo. “Pior que no ano passado, não tem como ficar. Mas é importante observar essa feira para avaliar esse restinho de ano”, disse, referindo-se ao movimento da Expointer, que concentra no maquinário mais de 90% do seu volume de negócios.

Participando pela primeira vez sob a nova forma de gerenciamento dos negócios no Brasil, a Mahindra apresenta três novos tratores, com potências de 57 a 95 cavalos. Um deles faz sua estreia na Expointer. Os outros já foram apresentados em eventos como a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

Fundada por dois irmãos, a empresa começou suas atividades em 1945, como montadora de jipes militar usados por tropas dos Estados Unidos que serviam na Índia. A fabricação de tratores começou em 1963 também no território indiano, atingindo a marca de 100 unidades produzidas em 1981.

Atualmente, a produção de tratores gira em torno de 250 mil unidades em todas as plantas industriais da empresa. Só no segmento de maquinário agrícola, o faturamento em 2016 foi de US$ 6,33 bilhões. Na totalidade dos negócios, o grupo faturou no ano passado US$ 19,2 bilhões.

Fonte – BVMI – Licio Melo – Raphael Salomão/Globo S/A

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