Syngenta vai investir US$ 1,4 bilhão em 2018

Deste valor boa parte será direcionada para o mercado brasileiro

Quase um ano após a conclusão da aquisição da suíça Syngenta pela ChemChina, muita coisa mudou dentro da empresa de origem europeia. E a principal mudança foi a adoção de uma estratégia mais agressiva de crescimento, reconheceu o americano Erik Fyrwald, presidente global da Syngenta.

Dentro da nova estratégia, a Syngenta está ampliando os investimentos para não perder a liderança no mercado de agrotóxicos e para se consolidar na terceira posição em sementes no mundo.

Segundo Fyrwald, a empresa deve investir este ano US$ 1,4 bilhão globalmente, quase 8% a mais que os costumeiros US$ 1,3 bilhão anuais. Para 2019, a previsão é de que o investimento cresça em ritmo semelhante.

Do montante total, boa parte tem sido direcionada ao mercado brasileiro. “Temos investido bastante no Brasil e vamos investir ainda mais agora”, disse.

O país é o segundo mercado da Syngenta no mundo, com cerca de 20% do faturamento global, só atrás dos Estados Unidos. Em 2017, a empresa suíça faturou US$ 12,6 bilhões, retração de 1,1% ante 2016.

Para manter as posições no tabuleiro global das grandes empresas de agroquímicos, a Syngenta comprou a Nidera Seeds, braço da chinesa Cofco International, no fim de 2017. “Essa foi uma grande aquisição e muito importante para nós”, observou o executivo.

No mesmo segmento, a Syngenta comprou, em abril deste ano, a produtora americana de sementes de hortaliças Feasterville.

Na área de agricultura digital, a Syngenta fez duas aquisições só neste ano. Em fevereiro, comprou a americana de imagens de satélite FarmShots, e, em março, a agtech brasileira Strider.

E as compras não devem parar por aí. “Vamos continuar procurando oportunidades de aquisições na área de sementes de milho, soja e vegetais”, reforçou Fyrwald.

Questionado sobre o acúmulo de estoques de defensivos nos canais de distribuição, pedra no sapato das indústrias do setor no Brasil desde 2016, o presidente global da Syngenta afirmou que a situação se normalizou.

“Trabalhamos muito com o canal de distribuição para normalizar a situação e não veremos mais isso arranhando nossos resultados neste ano”, disse. Em 2017, a receita na América Latina caiu 12,4%, para US$ 2,9 bilhões.

Mas o aumento de custos de produção devido à valorização do petróleo e à elevação dos padrões ambientais em várias fábricas na China deve continuar pressionando margens. “Nossas receitas estão crescendo de maneira consistente. As margens têm sido pressionadas pelo aumento de custos”, disse.

Fonte – BVMI – Kauanna Navarro/Valor

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