Videolar-Innova fará aporte de R$ 500 milhões

Investimento visa duplicação da capacidade produtiva de monômero de estireno na unidade de Triunfo-RS e pode chegar a R$ 1 bilhão até 2018

Como antecipado pelo BVMI em 2016, a petroquímica Videolar-Innova, que produz resinas e transformados plásticos, confirmou a assinatura de um contrato de longo prazo de fornecimento de matérias-primas com a Braskem, a condição que faltava para a execução do projeto, lembrando que a companhia é controlada por Lirio A. Parisotto.

Sem entrar em detalhes de prazo, volume ou valor, a Videolar-Innova, que a partir de agora será identificada apenas como Innova, informou que o acordo assegura o fornecimento de benzeno e eteno, insumos que são usados na fabricação de monômero de estireno, necessários à expansão.

Em junho, quando inaugurou uma unidade de produção de poliestireno expandido (EPS), a empresa já havia indicado que o projeto fazia parte de um ciclo de três fases de investimento que pode chegar a R$ 1 bilhão até 2018. Nessa primeira fase foram investidos R$ 100 milhões para produzir um produto comercializado sob a marca Newcell, que concorre com o isopor.

A Braskem confirmou a assinatura do contrato para entrega do insumo necessário ao projeto de expansão, mas os termos são protegidos por acordo de confidencialidade. “Por meio deste contrato de longo prazo, a Braskem se compromete a suprir benzeno e eteno, matérias-primas para a produção do estireno, contribuindo para o fortalecimento da cadeia de produção petroquímica no Brasil”, informou em nota.

O empresário Lido Parisotto é o controlador da Videolar-Innova.

O empresário Lirio A. Parisotto é o controlador da Videolar-Innova.

Segundo a Innova, os volumes previstos no acordo viabilizam a duplicação da linha de monômero de estireno da unidade II do complexo de Triunfo, que alcançará capacidade de 420 mil toneladas por ano. O início de operação está previsto para abril de 2019 e o investimento será realizado com recursos próprios.

Em nota, a petroquímica Innova informa que a decisão de duplicar a linha de monômero, a despeito do cenário macroeconômico desafiador, “traz consequências muito evidentes ao fortalecimento da cadeia petroquímica nacional, quando se leva em conta que está sendo dobrada a capacidade produtiva de um produto-chave para itens da relevância de asfalto, pneus, tintas, borrachas e resinas”.

O monômero de estireno é insumo fundamental para o portfólio de produtos da Innova, formado por poliestirenos de uso geral (GPPS) e alto impacto (HIPS) e poliestireno expansível (EPS). Hoje, o Brasil importa metade do EPS que consome. A linha de Newcell da empresa, inaugurada no ano passado, tem capacidade de produção de 25 mil toneladas, mas pode alcançar 5o mil toneladas conforme a demanda.

Nascida Videolar, em junho de 1988, a empresa tornou-se nacionalmente conhecida pela fabricação e gravação de fitas de videocassete (VHS), áudio cassetes, disquetes, CDs e DVDs, discos Blu-ray e Xbox, com unidades em Manaus (AM). Em 2014, porém, encerrou a produção de mídias e comprou a Innova, da Petrobras, por cerca de US$ 500 milhões à época, e transformou-se em petroquímica dedicada à fabricação de resinas e transformados plásticos.

No ano passado, a Videolar-Innova teve receita líquida de R$ 2,05 bilhões, frente a R$ 2 bilhões em 2015. Já o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 332,5 milhões, com recuo de 8,7%. O volume total de vendas subiu 3,6%, para 416,3 mil toneladas – o principal produto em vendas é o poliestireno, com 237 mil toneladas em 2016. O lucro líquido da companhia alcançou R$ 384,6 milhões, mais de cinco vezes maior que o ganho de R$ 72,4 milhões apurado no exercício anterior.

Fonte – BVMI – Licio Melo

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