Vulcabras Azaleia confirma investimento de R$ 100 milhões em fábricas

Valor será aplicado na modernização de suas plantas fabris

Após zerar sua dívida líquida, a Vulcabras Azaleia confirma o investimento de R$ 100 milhões até o fim de 2018 na modernização de suas fábricas. Uma pequena parcela desse investimento começa a ser feita neste ano, afirmou Pedro Bartelle, presidente da Vulcabras Azaleia. O executivo acrescentou que vê maior potencial de crescimento em 2018 com a marca Azaleia.

“A companhia decidiu antecipar investimentos para ficar mais eficiente e crescer no momento em que o mercado apresenta recuperação”, afirmou Bartelle. O empresário disse que os recursos serão aplicados principalmente na troca de equipamentos das três fábricas da Vulcabras Azaleia, localizadas em Horizonte (CE), Frei Paulo (SE) e Itapetinga (BA).

A companhia também possui uma unidade administrativa em Jundiaí (SP) e um centro de pesquisa e desenvolvimento de produtos em Parobé (RS). A maior parte dos equipamentos serão importados da Itália e da China.

O investimento será feito com recursos captados na oferta pública de ações da companhia. No dia 30 de novembro, a Vulcabras Azaleia concluiu a oferta pública de distribuição primária e secundária de ações, captando R$ 686,5 milhões.

Ao todo, foram emitidas 72,3 milhões de novas ações, sendo 60,5 milhões em distribuição primária e 11,7 milhões em secundária, ao preço de R$ 9,50 por ação. A faixa indicativa era de R$ 8,50 a R$ 10,50. Ontem, as ações da Vulcabras Azaleia fecharam cotadas em R$ 8,36, em queda de 4,89%.

A Vulcabras Azaleia havia anunciado que usaria os recursos para pagar dívidas e investir em fábricas e produtos, mas sem dar detalhes.

Pedro Grendene Bartelle Filho é o Diretor Presidente da Vulcabras/Azaleia.

Pedro Grendene Bartelle Filho é o Diretor Presidente da Vulcabras/Azaleia.

O empresário disse que a companhia quitou R$ 320 milhões em débitos e pagou contratos de mútuo com a família Bartelle no valor de R$ 250 milhões. A família Bartelle, fundadora da Vulcabras e da Grendene, tem contratos de mútuo em conta corrente com limite de crédito de até R$ 450 milhões, firmados entre 2012 e 2013 com a companhia, sem juros e sem prazo de vencimento. Em junho de 2016, esses mútuos somavam R$ 250 milhões.

“Há um ano e meio atrás, a companhia tinha um endividamento oneroso, que não permitia investir na modernização do parque fabril. Após a emissão de ações, quitamos dívidas e vamos praticamente zerar a dívida líquida no fim de 2017, o que nos deixa em uma situação mais confortável”, afirmou Bartelle. No terceiro trimestre, a dívida líquida da companhia somava R$ 322,5 milhões, ante R$ 513,8 milhões em setembro de 2016.

A oferta de ações foi coordenada pelo Credit Suisse, Bradesco BBI, BTG Pactual e Bank of America Merrill Lynch. Bartelle disse que a demanda pelas ações na emissão foi quatro vezes maior do que o volume ofertado. Houve interesse de investidores da Europa, dos Estados Unidos, do Chile e do Brasil.

“Para nós foi impressionante ver uma forte demanda de investidores estrangeiros por uma companhia que atua muito concentrada no Brasil”, afirmou Bartelle.

A Vulcabras Azaleia vende 85% da sua produção no Brasil e exporta os outros 15%, tendo como principais compradores Argentina, Colômbia e Peru. A companhia tinha uma unidade comercial na Argentina, que foi fechada em 2015, e agora vende seus produtos por meio de um distribuidor local. Na Colômbia, no Peru e no Chile, a companhia vende suas marcas em 70 lojas da marca Azaleia. No Chile, os pontos de venda são franqueados para a chilena Forus; no Peru e na Colômbia, as lojas são próprias.

Bartelle disse que vai trabalhar para ampliar as exportações de Olympikus e de Azaleia. No Brasil, ele vê espaço em 2018 para crescimento tanto da Olympikus – que representa mais de 80% da receita da companhia – como nas vendas da Azaleia.

“Investimos nos últimos anos no fortalecimento da Olympikus e isso foi fundamental para a virada nos resultados. Agora o foco será reestruturar o negócio de calçados femininos”, disse.

Como parte dos esforços, a companhia criou uma área de negócios para cuidar da Azaleia e ampliou o número de coleções da marca lançadas por ano, de duas para oito. “O mercado de calçados femininos é frenético, é preciso lançar quase uma coleção por mês para se manter competitivo”, afirmou. Bartelle disse que a companhia fez mudanças para acelerar o processo produtivo da Azaleia e espera resultados mais favoráveis em 2018. “Hoje a marca feminina é a que tem maior potencial de crescimento rápido.”

A Vulcabras Azaleia fechou 2016 com lucro líquido de R$ 35,7 milhões, ante prejuízo de R$ 49,92 milhões em 2015. A receita líquida chegou a R$ 1,1 bilhão, com crescimento de 17,4% sobre o ano anterior.

Nos primeiros nove meses de 2017, o lucro líquido chegou a de R$ 143,5 milhões, ante R$ 22,1 milhões no mesmo intervalo de 2016. A expansão foi de 549,3%. A receita líquida no mesmo período cresceu 14,7%, para R$ 948,4 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) chegou a R$ 226,1 milhões, 73,7% acima do registrado nos primeiros nove meses de 2016. A Vulcabras Azaleia emprega pouco mais de 15 mil pessoas. Neste ano, a companhia contratou 616 funcionários. Além da Olympikus e da Azaleia, também é dona das marcas Dijean, Opanka, OLK e Botas Vulcabras.

Fonte – BVMI – Licio Melo – Cibelle Bouças/Valor

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