WestRock confirma investimento de US$ 125 milhões no Brasil

A nova megaplanta industrial estará sediada em Porto Feliz-SP

A americana WestRock, uma das maiores fabricantes de embalagens de papelão ondulado e de consumo do mundo, confirmou ontem que vai investir pelo menos US$ 125 milhões para construir uma nova fábrica no Brasil. O valor, apresentado como “custo mínimo do projeto”, foi revelado pelo principal executivo da companhia, Steven Voorhees, em teleconferência de resultados do ano fiscal de 2017, encerrado em setembro.

A nova unidade de produção de embalagens de papelão ondulado será construída em Porto Feliz (SP). Os planos foram anunciados originalmente em 18 de setembro pela matriz, que não entrou em detalhes sobre o investimento. À época, a empresa informou que, com o início de operação da nova unidade, previsto para o segundo trimestre de 2019, a fábrica da WestRock em Valinhos, também no interior paulista, será desativada.

Na teleconferência, Voorhees comentou que a companhia opera uma unidade “mais antiga” de caixas de papelão no Estado de São Paulo, com capacidade de produtiva aproximada de 200 milhões de metros quadrados por ano. “Consideramos uma série de alternativas e concluímos que a melhor delas é substituir a fábrica antiga por uma nova, excepcionalmente bem equipada, em um novo complexo também no Estado de São Paulo”, afirmou.

Quando estiver operando em plena capacidade, a nova fábrica produzirá mais de 400 milhões de metros quadrados de papelão por ano e trará “múltiplos benefícios” à WestRock, conforme o executivo, entre os quais melhoria na estrutura de custos e nas margens, uma vez que a operação será mais eficiente. Além disso, fornecerá capacidade instalada para atender ao “crescente mercado brasileiro”.

Steven Voorhees é o principal executivo da companhia.

Steven Voorhees é o principal executivo da companhia.

Outras vantagens da construção de uma nova unidade serão a possibilidade de integração de mais de 100 mil toneladas de papel kraftliner produzidas na fábrica de Três Barras (SC) e o financiamento do projeto exclusivamente com a geração de caixa da própria operação brasileira.

“O custo líquido do projeto será de aproximadamente US$ 125 milhões e esperamos que a fábrica esteja operacional no fim do ano fiscal de 2019 (que se encerra em setembro)”, acrescentou.

Globalmente, a WestRock teve vendas líquidas consolidadas de US$ 14,86 bilhões no ano fiscal de 2017, comparáveis a US$ 14,17 bilhões no exercício anterior. No Brasil, além da fábrica de papel em Três Barras (SC) e da unidade de Valinhos, a multinacional tem operações em Blumenau (SC), Araçatuba (SP) e Pacajus (CE).

A cidade de Valinhos deixará de arrecadar R$ 5,6 milhões com fechamento de fábrica de papelão. Inaugurada em 1943 como Fábrica de Papelão Campinas, ao longo dos anos a empresa passou-se a chamar Rigesa e, depois, WestRock.

A WestRock informou ao BVMI que o encerramento das atividades em Valinhos ocorreu “em virtude da configuração e da estrutura física antigas da unidade, aliadas à inviabilidade de expansão física e às dificuldades logísticas que, juntas, levam a um alto custo fixo.”

A empresa destacou que procurou nos últimos anos por terrenos no município para a construção da nova fábrica, mas que não encontrou o ideal em razão do layout específico e tamanho necessários para a operação. “Assim sendo, buscamos alternativas em outras localidades e por estas razões não houve avanço das negociações com a Prefeitura local”, finalizou a companhia.

Fonte – BVMI – Licio Melo – Stella Fontes/Valor

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