Akio investe R$ 14 milhões em nova sede

Akio prevê até 45% de crescimento em 2017 mesmo com aumento de preços e concorrência; plantio próprio também está sendo iniciado

Com 11% do mercado, produtora paulista de tapioca ignora crise com investimento de R$ 14 milhões em nova sede própria. O mercado brasileiro de tapioca estima um faturamento de US$ 240 milhões em 2016 segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Amido e Mandioca (Abam). Com a chegada de novos players, que elevam o número de marcas ativas para aproximadamente 300, a demanda pela matéria prima subiu.

A baixa disponibilidade ocasionou o aumento dos valores do saco da fécula da mandioca utilizada na produção: deve chegar em R$ 100 (mais que cem por cento de aumento comparado aos R$ 45 do início de 2016). Para agravar a situação, problemas no plantio também estão ocorrendo e essa diminuição da oferta vai forçar o repasse de custos para o consumidor em poucos meses.

Apesar do cenário desafiador, a Akio — uma das mais antigas do setor e detentora de 11% da fabricação nacional – vai expandir para uma nova sede ao custo de R$ 14 milhões, realizar contratações, lançar nova embalagem, iniciar o desenvolvimento de novos produtos e consolidar sua presença no plantio. Tudo isso até o final do ano.

Nos últimos anos a empresa cresceu sempre acima do segmento, entre 40% e 50%, mas dentro das condições atuais o ano de 2016 não vai ter um resultado tão positivo. “Em 2017 já pretendemos colher frutos da nova sede e crescer pelo menos 30%, superando esse ano. A unificação da nossa produção, que hoje está dividida em oito locais diferentes, será otimizada em um galpão na zona industrial e Guarulhos, próximo da Rodovia Dutra e do Rodoanel, onde ficará melhor para escoarmos as entregas” explica José Barreto, sócio e responsável pelo marketing da empresa.

O investimento próximo de 14 milhões vai reunir em um só local fábrica, embalagem, estoque, distribuição e escritórios, abrindo espaço para o desenvolvimento de outros produtos derivados da mandioca. Atualmente saem da fábrica seis mil toneladas de tapioca por ano. Para enfrentar as adversidades sofridas pela principal matéria-prima, a empresa confia em um ótimo contrato já existente com um fornecedor de confiança, mas já busca alternativas.

“Estamos investindo em uma plantação própria no Paraná onde é concentrado a maior parte da produção da raiz e o retorno seria para daqui 18 meses, tempo necessário para a colheita” prevê Barreto. Foco na qualidade — Com a consolidação da tapioca perante aos consumidores, diversas empresas aproveitaram esse “boom” ligado principalmente aos segmentos sem glúten e fitness. Mesmo com o crescimento da concorrência a Akio não comprometeu a qualidade para se manter competitiva. “Somos reconhecidos pelos nossos clientes pela qualidade.

Não reutilizamos matéria-prima descartada e mantemos a produção sobre a vigília da nossa nutricionista e de um engenheiro de alimentos. Por essas razões estamos presentes em supermercados de padrão elevado”, esclarece Barreto. “Mesmo assim estamos sempre em busca melhorar ainda mais o padrão e a excelência dos produtos.

O novo local ajudará igualmente nessa questão” finaliza ele. Uma atualização das embalagens também será realizada para acompanhar a nova fase da empresa com o objetivo de trazer uma estética mais moderna para toda a linha.

A Akio é uma empresa brasileira do setor de alimentos que iniciou suas atividades em 1983. Em 1992 foi comprada por um casal de mineiros que se estabeleceram em São Paulo produzindo principalmente alho empacotado. Atualmente tem na tapioca seu principal segmento, o qual foi uma das pioneiras a se aventurar com a Tapioca Semi-Pronta Akio, que já pode ser encontrada até nos Estados Unidos.

Fonte – BVMI – Murillo Costa

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