Após investir R$ 700 milhões Oxiteno inaugura fábrica nos EUA

Produção de 170 mil toneladas por ano já está contratada

A Oxiteno, produtora de especialidades químicas do grupo Ultra, inaugurou na semana passada sua nova fábrica de tensoativos em Pasadena, nos Estados Unidos, com um prognóstico melhor do que o esperado.

Inicialmente, a previsão era atingir a plena capacidade na unidade em quatro anos. Agora, diz o presidente João Parolin, é possível que esse marco seja alcançado antes do prazo, diante do crescimento mais forte do que se previa do mercado americano.

Na maturidade, a operação deve representar 15% do resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Oxiteno, que somou R$ 346 milhões entre janeiro e setembro deste ano.

Mas já consolida a empresa brasileira entre as maiores fabricantes de tensoativos das Américas e amplia presença em um dos maiores mercados mundiais de produtos de higiene e cosméticos, defensivos agrícolas e óleo e gás, que são os principais clientes do portfólio produzido na unidade.

No conjunto de suas operações fabris, porém, a empresa fornece para diferentes indústrias e tem uma linha bastante diversificada de tensoativos, que funcionam como um detergente que compatibiliza água e produtos oleosos ou orgânicos.

No setor de óleo e gás, por exemplo, essa especialidade química é usada para retirar a água que está misturada ao óleo bruto. Na agricultura, o tensoativo é necessário para possibilitar a adubação a despeito da oleosidade natural das folhas.

Nos últimos anos, a Oxiteno investiu pouco mais de R$ 700 milhões – entre financiamento e recursos próprios – no projeto americano, que entrou em operação no terceiro trimestre e foi formalmente inaugurado na semana passada.

A cerimônia contou com a presença de clientes e representantes de Washington. Mas os planos de ampliar presença nos Estados Unidos são antigos.

“A Oxiteno tinha há muito tempo a intenção de ter uma posição mais expressiva”, conta Parolin.

Já há muitos anos, de acordo com o executivo, a Oxiteno exporta produtos para os Estados Unidos e ampliou os embarques com a compra de uma fábrica no México, em 2003.

Quatro anos depois, a empresa abriu um escritório comercial nos Estados Unidos e, em 2012, identificou uma oportunidade de aquisição em Pasadena. A pequena fábrica foi remodelada para produzir inicialmente agroquímicos.

Três anos mais tarde, a Oxiteno aprovou o projeto de expansão da unidade, com a construção de uma nova fábrica de alcoxilados.

Em 2016, já como parte do projeto, inaugurou um laboratório de pesquisa e desenvolvimento de produtos adaptados ao mercado americano e, no ano passado, montou um escritório comercial em Houston, que está perto de Pasadena.

Conforme Parolin, uma parte da produção, que na maturidade chegará a 170 mil toneladas por ano, já está contratada. Antes do início das atividades, a empresa deu início ao chamado pré-marketing, com a venda de tensoativos produzidos em fábricas no Brasil e no México a clientes americanos.

“O objetivo foi construir uma posição de mercado mais forte quando a fábrica partisse”, explica.

Um dos destaques da nova fábrica, segundo o executivo, é o nível de tecnologia e serviços, além da localização, já que a região concentra a produção de óxido de eteno, matéria-prima dos tensoativos, nos Estados Unidos.

Assim, o custo de produção na unidade é mais competitivo do que em outras áreas do país.

A Oxiteno foi o destaque do grupo Ultra no terceiro trimestre, com um Ebitda de R$ 173 milhões, alta de 135% na comparação anual. O grupo como um todo (incluindo Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Extrafarma), porém, reportou uma queda no Ebitda de 30%, para R$ 850 milhões. Esse resultado foi afetado, principalmente, por Ipiranga e Extrafarma.

FonteBVMI – Stella Fontes/Valor

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