Autopeças preveem faturar R$ 89 Bilhões em 2018

Receita com exportações também deve aumentar para US$ 8,26 bilhões

Apenas um mês depois de ter atualizado projeções para o ano, os representantes da indústria de autopeças perceberam que o ritmo da retomada das vendas de veículos nos mercados interno e externo está mais acelerado do que previam.

Refizeram cálculos e concluíram que precisão investir mais e abrir uma quantidade de vagas maior do que imaginavam. Consequentemente vão faturar mais.

Os fabricantes de peças instalados no país preveem faturar este ano R$ 89,4 bilhões. Isso representará um crescimento de 14,3% em comparação com 2017 e um avanço de 8,3% em relação à última projeção, feita em março.

Com base em informações colhidas com os associados, tradicionalmente o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotivos (Sindipeças) revisa projeções a cada três meses.

Novos cálculos podem, entretanto, ser antecipados se a entidade percebe movimentos mais intensos no mercado. Foi o que aconteceu agora.

A nova revisão indica também ligeiro aumento nos planos de investimentos, dos R$ 2,19 bilhões, calculados há um mês, para R$ 2,47 bilhões.

“Percebemos que esse setor tem registrado uma recuperação maior do que outros, até porque também sentimos retração maior durante a crise”, destaca o presidente do Sindipeças, Dan Ioschpe.

O dirigente lembra que os fabricantes de autopeças têm sentido a retomada da demanda desde o segundo trimestre de 2017.

Com mais atividade, a indústria de autopeças também prevê abrir mais postos de trabalho. O setor terminou 2017 com 164,6 mil empregados. A pesquisa do Sindipeças indicava, em março, que neste ano, o nível de emprego no setor subiria para 172,8 mil funcionários.

A última revisão indica agora que serão 174,5 mil. Com a recuperação das vendas de veículos, voltou a crescer a participação das vendas de autopeças para a indústria automobilística.

A última previsão do Sindipeças mostra que a fatia de vendas para montadoras no faturamento do setor vai subir de 61% no ano passado para 61,7% em 2018.

No pior ano de crise para o setor, em 2016, a participação das peças para as linhas de montagem ficou em 57,5%. Mas em 2013, ano recorde de vendas de veículos no mercado interno, a fatia das montadoras chegou a 70,4%.

Além do mercado interno, há expectativa também de a receita com exportações aumentar, para US$ 8,26 bilhões, o que representará um crescimento de 11,5% na comparação com o resultado do ano passado.

O avanço da atividade traz, por outro lado, aumento das importações. Isso elevará a previsão de déficit na balança comercial do setor, para US$ 6,28 bilhões, o mais elevado desde 2014.

Fonte – BVMI – Marli Olmos/Valor

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@LicioMelo

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