BRF vai investir R$ 65 milhões em SC

Crise que abalou concorrente faz marca aumentar R$ 2,5 bilhões em valor de mercado

A BRF investirá R$ 65 milhões em suas operações no município catarinense de Concórdia, no oeste do Estado. Em uma fábrica de proteína hidrolisada animal que será inaugurada ontem, foram investidos R$ 25 milhões; outros R$ 40 milhões serão destinados à modernização da unidade de presunto cozido na mesma cidade.

A nova planta vai produzir ingredientes de nutrição animal (peixe, leitões e pet food) e será incorporada ao complexo industrial já existente na cidade, que abriga outras atividades comerciais.

A fábrica de proteína hidrolisada tem capacidade instalada de 325 toneladas/mês e utilizará matéria-prima proveniente de outras atividades realizadas no próprio complexo industrial, composto por vísceras e penas.

“Vamos fabricar um produto com grande vantagem competitiva, pois será o único do mercado com até 96% de digestibilidade”, afirmou, em nota, Ricardo Santini, diretor da BRF Ingredients.

Em relação à operação de presunto, entre as melhorias previstas estão o transporte de matéria-prima a vácuo. A produção da unidade destina-se prioritariamente ao mercado brasileiro, mas também a países do Mercosul.

Alexandre Almeida, que presidia a Itambé é o atual comandante das operações da BRF no Brasil.

Alexandre Almeida, que presidia a Itambé é o atual comandante das operações da BRF no Brasil.

Lembrando que a após reportar prejuízos inéditos nos últimos trimestres e perder R$ 24,7 bilhões em valor de mercado desde 2015, a companhia voltou ao radar dos investidores por causa da crise que abalou a JBS, a maior rival. Desde a divulgação da delação premiada dos irmãos Batista, a BRF ganhou já R$ 2,5 bilhões em valor de mercado e suas ações registraram na última segunda-feira a maior alta – 6,06% – desde julho de 2016.

Marca Seara

Por enquanto, o impacto da delação sobre a competição entre a BRF e Seara é praticamente “zero”, observou uma fonte. Apesar das campanhas de boicote à JBS nas redes sociais, a Seara não é uma marca facilmente atrelada à empresa dos Batista – diferentemente do que ocorre com a Friboi, mais penalizada pela relação.

No médio prazo, no entanto, a imagem da Seara pode ser contaminada. “O consumidor ainda não associa, mas isso pode vir a acontecer”, avaliou a mesma fonte. Contribui para isso o fato de a crise ter levado a Seara a uma retração em sua estratégia de marketing, o que abre um flanco para a BRF.

Diante disso, a expectativa é de que a BRF volte à mídia, já no curto prazo, com campanhas publicitárias “emocionais” que ressaltem ao consumidor o valor de Sadia e Perdigão.

Com isso, a empresa marcaria o retorno desse tipo de propaganda clássica de marca. Por causa da repercussão negativa da Operação Carne Fraca, que prendeu dois executivos da companhia e pôs em dúvida a qualidade dos alimentos, a BRF havia focado a estratégia em propaganda de perfil institucional, assim como a própria Seara, também afetada pela Operação Carne Fraca.

Em meio à reestruturação, a BRF trocou recentemente o comando do das operações no Brasil, trazendo Alexandre Almeida, que presidia a Itambé – empresa de lácteos que tem a Vigor, da J&F, como sócia. Antes de comandar a Itambé por indicação da família Batista, Almeida foi diretor-executivo da área de produtos industrializados da JBS.

Fonte – BVMI – Licio Melo

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@LicioMelo

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