CNH Industrial planeja compras de R$ 5 bilhões na região em 2019

Dos 36 finalistas da primeira edição feita em 2018, 41% voltaram a concorrer ao prêmio neste ano

A CNH Industrial planeja elevar em 10% o volume de compras de 2019 na América do Sul com relação ao ano passado, prevendo gastar R$ 5 bilhões contra os R$ 4,5 bilhões do exercício anterior.

Segundo o diretor da área para a região, Carlo Martorano, isso reflete a melhoria do mercado brasileiro, apesar da queda registrada na Argentina e demais mercados vizinhos.

As informações foram confirmadas pelo executivo na semana passada pouco antes da realização do Suppliers Excellence Awards 2019, prêmio de fornecedores do grupo que está em sua segunda edição.

Durante a premiação, Martorano reforçou a importância de reconhecer o esforço das empresas parceiras e colocou a cooperação como foco das relações.

Neste ano, o Grupo CNH Industrial reconheceu as melhores práticas e premiou 25 empresas referente ao seu desempenho ao longo de 2018 (veja lista completa dos vencedores logo abaixo).

Desta vez, 350 das 1,4 mil companhias fornecedoras do grupo se encaixaram nos critérios de participação. Elas foram avaliadas por diversas áreas da empresa – e não só da área de compras – sendo pontuadas de acordo com sua atuação dentro das exigências da montadora.

“O prêmio do ano passado marcou a evolução das relações e um impacto bastante positivo”, recorda Martorano. Ele conta que dos 36 finalistas da primeira edição feita em 2018, 41% voltaram a concorrer ao prêmio neste ano.

“Dos que ganharam em 2018, nos aproximamos ainda mais numa estratégia a longo prazo, de continuação do trabalho. Aos que vieram e não ganharam, houve uma motivação a mais para entender os motivos e se aproximar mais da nossa estrutura.

Com estes, vimos ainda a possibilidade de novos prêmios (categorias) adicionais. E aos que não vieram, ficaram incomodados, mas entenderam a mensagem de que ou cresce o negócio com a CNH Industrial ou o futuro não será sustentável. Mas avalio que houve evolução nesses três grupos de forma muito positiva”, disse Martorano.

Embora comemore os esforços de todos os envolvidos, o executivo reconhece que nem tudo são flores. Ainda há empresas do parque de fornecedores com muitas dificuldades, ainda provenientes da crise.

Algumas seguem endividadas com planos de financiamentos tomados na época para um elevado nível de investimentos em diversas frentes, prevendo uma alta do mercado, que não aconteceu. Para ele, este ainda é o maior gargalo enfrentado pela indústria atualmente.

“Isso teve um impacto muito grande na cadeia de fornecedores e continua. Mas acompanhamos e vemos que está melhorando pelo aumento gradual dos volumes de vendas, porém, com uma velocidade muito baixa”, explica.

Também há impasses com o aumento dos preços de matéria-prima. Apesar da economia estável em termos de inflação, a indústria vem reclamando recorrentemente da alta do aço, o que ocorre há três anos.

“Por um lado, entendemos que eles fazem parte desse pool de fornecedores altamente endividados, mas por outro lado, esse repasse de preço do aço não é pago pelo cliente final, que também tem suas dificuldades.”

Martorano lembra que neste caso, toda a cadeia fica comprimida e o grande desafio da empresa tem sido essa aproximação com o parque de fornecedores para tentar aproveitar todas as oportunidades de forma sustentável.

“Se você puxa muito a corda do lado do fornecedor, ele vai entrar numa situação de recuperação judicial ou falência, como já houve casos. Então acompanhamos de perto para entender qual é a situação e fazer um planejamento em conjunto de sustentabilidade do negócio.”

O presidente da CNH Industrial América do Sul, Vilmar Fistarol, orgulha-se ao lembrar da ferramenta oferecida pela companhia por meio do WCM – sigla para o World Class Manufacturing – guia global criado pelo grupo-irmão FCA ainda na época de Grupo Fiat que promove as melhores práticas de manufatura visando produtividade e competitividade evitando desperdícios.

“Custo é uma coisa que sempre vai crescer, por isso precisa se movimentar. O WCM é uma consultoria gratuita e que já registramos um ganho de eficiência de 8% a 10% ao ano do valor agregado. Significa a salvação, significa sair do buraco e começar a respirar”, aponta Fistarol.

Ele lembra que é feita uma avaliação na parte financeira da empresa, mas também na área técnica do fornecedor, além de oportunidades das empresas conhecerem tais práticas nas próprias fábricas da CNH Industrial.

“Ainda tem muita resistência; imagino que pensam ser alto o grau de investimento necessário e não é. Há uma parte do WCM focado em reorganização, que trata de organização geral, ajustes de fluxos e isso tem um investimento baixo. Você sempre pode ganhar com investimento, mas se o medo é porque existe um problema financeiro, você pode dosar esse investimento, não é algo que vai te enterrar. Infelizmente há um ciclo vicioso que deve ser quebrado e fazer as coisas que te permitem começar a respirar.” finaliza o executivo.

FonteBVMI – Sueli Reis/AB

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