Honda confirma investimento de R$ 500 milhões até 2021

Valor tem como objetivo modernizar e ampliar o processo de manufatura da planta fabril

O BVMI confirmou o investimento da Moto Honda da Amazônia no valor de R$ 500 milhões em sua planta fabril de Manaus entre 2019 e 2021. Os valores serão todos gerados no Brasil, e o objetivo é recuperar a referência de produtividade que a fábrica já teve dentro do grupo.

O fluxo de produção será reorganizado, reduzindo a movimentação de peças na fábrica, instalada em uma área de 800 mil metros quadrados, com 300 mil metros quadrados construídos.

A Honda montou a fábrica na Zona Franca de Manaus nos anos de 1970, ainda sob o regime militar, atraída pela oferta de incentivos fiscais que na época tentavam criar, em uma região de fronteira, alternativas econômicas que ajudassem a ocupar o Amazonas.

Quase 43 anos após o primeiro modelo CG ser fabricado, pouco mudou em termos de logística. As motos ainda saem de barco de Manaus até Belém. Para a região Nordeste, a produção segue de cabotagem. Já para as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a alternativa são os caminhões.

Ao lado da carga tributária, mesmo com os incentivos que ainda são garantidos na Zona Franca, a logística forma o “custo Brasil” para a Honda.

A pergunta é: Ainda vale a pena produzir em Manaus, já que o maior mercado consumidor está no Sudeste, seguido do Sul?

“É um caso a se pensar. Todo mundo pensa que a gente tá nadando em dinheiro aqui Manaus porque tem incentivo. Não é verdade. Gastamos muito com combustível. Nossos pneus vêm de Gravataí-RS. Aço vem da Usiminas MG ou CSN RJ. Mas não é fácil sair daqui. O grande fator para pensar em sair seria o preço do petróleo. Hoje, na casa dos US$ 70, ainda não é o caso. Se um dia chegar a US$ 150… já era”, afirmou Issao Mizoguchi, presidente da Honda South America, que inclui o segmentos carros da marca.

O executivo conta que os incentivos foram reduzidos ao longo do tempo e foram criadas várias taxas estaduais. Tudo isso mudou o cenário nos últimos 40 anos. E a carga tributária completa um quadro que tira competitividade do produto brasileiro.

A Honda do Brasil perdeu mercado na região para fábricas do próprio grupo instaladas na Ásia, como no Vietnã, na Tailândia e Indonésia. No ano passado ela exportou 5% da produção, contra 20% nos melhores anos.

O investimento confirmado tenta retomar uma eficiência que já foi referência no grupo. A fábrica da Honda trabalha, atualmente, com cinco linhas de produção, ocupando cerca de 1,25 mil dos 6 mil empregados.

Uma das linhas funciona em dois turnos e as outras em um. Por dia, são montadas 3,7 mil unidades. Da entrada do motor na linha de produção até a colocação da carenagem na outra ponta é necessária apenas uma hora em média, dependendo do modelo.

“Há onze ou doze anos, nossa fábrica era referência. Hoje não é mais. O último trabalho de expansão na fábrica foi em 2010 ou 2011. Depois veio a crise e paramos. Percebemos que em relação a outras unidades (da Honda) no mundo ficamos para trás.”

Mizoguchi garante que a decisão de investimento não é uma resposta ao inicio de recuperação do setor, que começou no segundo semestre de 2017 e se confirmou no ano passado. Ele lembra que o mercado em 2018, mesmo com crescimento de 17,4%, produziu 1,036 milhão de unidades.

Em 2011, a produção passou de 2 milhões de motos. Só a Honda produziu 1,7 milhão de unidades naquele ano, contra 784 mil em 2018. A decisão foi tomada em agosto do ano passado, quando ainda não havia tanta certeza da recuperação.

A fábrica de Manaus é a mais verticalizada do grupo e tem um índice médio de nacionalização de 80%. A verticalização nasceu da falta de fornecedores quando a Honda montou a fábrica, em 1976. No começo foi necessário fabricar até freios e embreagens. E apesar de hoje ter 130 fornecedores, muitas peças e componentes são produzidos internamente. “É uma fábrica formada por varias fábricas”, afirma Alexandre Cury, diretor comercial da Honda.

Todos os tubos usados nos escapamentos, chassi e guidão, por exemplo, são produzidos dentro da fábrica a partir de bobinas de aço. Os componentes e a montagem final dos motores também. As bobinas de alumínio são transformadas em rodas. É mais recentemente, para fugir da alta do dólar, até os catalizadores usados nos escapamentos passaram a ser montados dentro da Honda.

Enquanto tira o investimento do papel, a diretoria da Honda tem de encontrar uma forma de recuperar a margem perdida durante a crise. “Difícil repassar para os consumidores parte dos custos que temos. Temos de absorver parte deles com ganho de eficiência”, avalia o presidente. Com um tíquete médio de R$ 8,5 mil, “R$ 100 no preço final faz diferença para fechar uma venda”, admite Mizoguchi.

FonteBVMI – Licio Melo – Carlos Prieto/Valor

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@LicioMelo

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