Interalli confirma R$ 200 milhões em investimento de novo terminal no PR

Este será o terceiro de cinco terminais na região do porto de Paranaguá em capacidade

Tradicional investidor do Paraná, o grupo familiar Interalli concluiu seu segundo terminal, o primeiro privado (fora do porto público) e dedicado à movimentação de combustíveis.

Com investimento de R$ 200 milhões, sendo 40% financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e 60% de equity, o terminal foi construído pela Companhia Brasileira de Logística (CBL), empresa do grupo. A previsão é de que a instalação comece a operar em junho.

Será o terceiro de cinco terminais na região do porto de Paranaguá em capacidade, entre arrendados (dentro do porto público) e privados.

A instalação tem 18 tanques e oferta estática para armazenar 95 mil metros cúbicos. Fica atrás da Cattalini e da Petrobras, respectivamente primeiro e segundo em oferta, e à frente da Vopak e da Terin.

Com o novo terminal, a capacidade de armazenamento total de líquidos de Paranaguá aumentará em 20%.

Segundo o sócio e diretor da CBL, Fabricio Fumagalli, o terminal já está todo contratado para cargas das distribuidoras Raízen, Rodoil e Atem. O terminal é feito tanto para exportação quanto para importação de combustíveis.

O executivo diz que a linha de processo do terminal – desde o descarregamento do produto dos navios para os tanques, assim como dos tanques para os vagões e caminhões – é feita automaticamente.

“Visitamos terminais de líquidos na Bélgica e Holanda [tradicionais nessa área] e vimos a diferença da automação para os terminais brasileiros. Como somos o terminal mais novo do Brasil nos sentimos na obrigação de ter o terminal mais automatizado.”

Toda a operação de recebimento, expedição e armazenagem de derivados de petróleo, biocombustíveis e produtos químicos é feita por computadores e equipamentos que permitem a programação da carga da origem ao destino.

O terminal utilizará o píer público de inflamáveis do porto de Paranaguá, em dois berços de atracação, e está licenciado para o recebimento de óleo diesel, biodiesel, etanol, metanol, gasolina, nafta, entre outras cargas.

O calado do berço permite a atracação de navios de até 48 mil metros cúbicos, com 210 metros de comprimento no berço externo e 190 metros de comprimento no berço interno.

Como se trata de um terminal de uso privado, foi construído em área própria. O investimento no empreendimento não teve divulgação – Fumagalli classifica a empresa como “discreta”.

A obra levou 24 meses para ser concluída. O Grupo Interalli tem ainda um terminal arrendado no porto paranaense para grãos e investe em outras áreas, como pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

Fonte – BVMI – Fernanda Pires/VALOR

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