Rede D’Or confirma investimento de R$ 1 bilhão até 2019

Empresa é dona de 37 hospitais no Rio de Janeiro, em São Paulo e Pernambuco

A Rede D’Or, maior grupo hospitalar do país, está investindo R$ 1 bilhão até 2019 em três hospitais especializados em oncologia e destinados ao público de alta renda nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

O investimento faz parte do projeto liderado pelo médico Paulo Hoff, um dos oncologistas mais conceituados do país e contratado a peso de ouro pela Rede D’Or em setembro, após dez anos no Hospital Sírio-Libanês.

“Além do público de alta renda, estamos fortalecendo o atendimento em todos os hospitais e clínicas oncológicas do grupo. Com isso, vamos atender diferentes públicos”, disse Hoff.

A Rede D’Or é dona de 37 hospitais no Rio de Janeiro, em São Paulo e Pernambuco e mais 35 clínicas oncológicas em sete Estados do país. Neste ano, a expectativa é que o faturamento do grupo atinja R$ 10 bilhões, com aumento de 20% em relação ao ano passado.

O grupo está em fase final de negociações para compra do controle do Hospital São Rafael, em Salvador, o que marca a entrada da Rede D’Or na Bahia. “Esse é um projeto de abrangência nacional. O Paulo [Hoff] vai ser o responsável por toda a oncologia do grupo, teremos protocolos e metodologias padronizadas”, disse Paulo Moll, vice-presidente da Rede D’Or.

O investimento de R$ 1 bilhão em três hospitais de oncologia é o maior feito pela Rede D’Or. Entre 2010 e 2014, o grupo gastou cerca de R$ 900 milhões para comprar apenas o Hospital São Luiz, de São Paulo.

Segundo Moll, entre os motivos que levaram o grupo a investir cifra tão vultosa no projeto atual estão a demanda por tratamentos de câncer que tende a ser cada vez maior com o envelhecimento da população brasileira e a carência de hospitais especializados no país. “Hoje, o tratamento para câncer representa cerca de 10% da nossa receita”, disse Moll.

Hoff faz uma comparação com os Estados Unidos, que têm 1,5 milhão de casos de câncer para uma população de 300 milhões de pessoas. No Brasil são 600 mil ocorrências para uma população de 200 milhões de habitantes.

“O câncer é mais prevalente em pessoas mais velhas e a população brasileira está envelhecendo”, disse Hoff, médico de 49 anos que trabalhou 16 anos no MD Andersen Cancer Center, hospital americano considerado referência em oncologia; um ano no Albert Einstein e 10 anos no Sírio Libanês.

Ao contrário dos Estados Unidos, o Brasil ainda tem uma grande carência de hospitais que se enquadram no formato câncer center – ou seja, quando o paciente pode fazer todo o tratamento oncológico, incluindo outras especialidades médicas, num mesmo local.

Nos Estados Unidos, esse formato é comum o que atende a demanda dos pacientes que muitas vezes acabam tendo outras enfermidades como consequência do câncer.

Do investimento de R$ 1 bilhão, 40% são recursos próprios e a outra fatia virá de financiamentos de bancos. Em junho, a Rede D’Or captou US$ 210 milhões junto à International Finance Corporation (IFC), braço financeiro do Banco Mundial para o setor privado.

Cerca de R$ 150 milhões serão destinados à aquisição de equipamentos médicos de ponta como o CyberKnife, um robô para radiocirurgia que ainda não existe no Brasil, principalmente por conta do seu alto custo, algo em torno de US$ 5 milhões.

Cobiçado pela comunidade médica, o CyberKnife ficará no novo hospital oncológico de São Paulo, no bairro Vila Nova Conceição, na região sul da cidade. Ele deve ser inaugurado no fim do próximo ano com a bandeira Star – criada para atender o segmento de alta renda.

No Rio, a tradicional Clínica São Vicente, e o Hospital Planalto, em Brasília, vão passar por profundas reformas para serem transformados em centros de tratamento de câncer e ficarão prontos em 2019.

Além dos novos hospitais focados em tratamento de câncer, a Rede D’Or vai expandir a área de oncologia de seus hospitais de Recife e Salvador e na área de pesquisa.

A Rede D’Or é controlada pela família Moll, que tem 59% do negócio. Outros acionistas são o fundo soberano de Cingapura (GIC) com 26%, a gestora de private equity Carlyle com 12%. O restante está com minoritários e em tesouraria.

Fonte – BVMI – Beth Koike/Valor

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