Unilever confirma investimento de R$ 127 milhões em MG

Com a expansão companhia prevê faturamento adicional de R$ 290 milhões no próximo ano e de R$ 1 bilhão em 2020

A anglo-holandesa Unilever confirmou ao BVMI seu investimento de R$ 127 milhões entre 2018 e 2019 para expansão de sua planta fabril de Pouso Alegre, em Minas Gerais.

A linha da maionese Hellmann’s voltará para o município após ficar 12 anos instalada em Goiás. Também serão produzidos na unidade mineira molhos para salada, mostarda, ketchup, temperos e sobremesas.

“Depois de algum tempo de recessão, o país mostra sinais de melhora. Prosseguimos com nosso plano de investimentos e reforçando o compromisso com o Brasil, onde completaremos 90 anos em 2019”, afirmou Renato Miatello, vice-presidente da cadeia de suprimentos da companhia.

Com a expansão da unidade, o executivo projeta faturamento adicional de R$ 290 milhões no próximo ano e de R$ 1 bilhão em 2020.

A multinacional não divulga a receita por país. Segundo estimativas do anuário “Valor 1000”, a filial brasileira faturou R$ 12,2 bilhões em 2017.

A mudança da produção para o município mineiro está ocorrendo porque a instalação usada pela Unilever em Goiás é alugada.

A unidade goiana foi comprada pela Cargill em 2010, num negócio de R$ 600 milhões que envolveu toda a operação de atomatados da Unilever e as marcas Pomarola, Tarantella, Elefante e Pomodoro.

Os recursos para remoção da linha, obras e compra de novos equipamentos no país e no exterior virão do caixa da Unilever.

A empresa terá benefícios fiscais em Pouso Alegre: isenção de tributos como Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) por cinco anos, do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), e de taxas de fiscalização sobre as obras, além de melhorias na sinalização viária e nos acessos à fábrica.

Com 300 mil m2, a unidade mineira concentra a produção de caldos e sopas das marcas Arisco e Knorr, de temperos em pó e das bebidas à base de soja Ades, marca vendida para a Coca-Cola em 2016. A empresa também mantém um centro de distribuição no local.

A Unilever tem 11 complexos industriais no país. “Em 2006, estudos indicaram que fazia sentido transferir a produção de Hellmann’s (para Goiás), mas com a venda da operação de atomatados, aquela unidade ficou apenas com a linha de maionese. Com o crescimento desse mercado no Brasil, analisamos que seria vantajoso retornar com a linha para Pouso Alegre”, disse Miatello.

A consultoria Euromonitor International indica que o mercado de maionese movimentou R$ 1,4 bilhão em 2017, um avanço de 5,3%.

A perspectiva de crescimento para este ano é de 3,7%. A Unilever lidera com participação de 55,9%, segundo dados da Euromonitor, seguida por Cargill (marcas Liza e Maria), com 11,5%, e Bunge (Salada, Primor e Soya), com 10%.

A concorrente Kraft Heinz também está de olho nesse mercado. Investiu R$ 600 milhões entre 2017 e este ano para ampliar em 50% sua produção total no país, numa estratégia que tem como um dos focos o aumento das vendas de maionese.

A companhia americana já atuava no segmento no país com as marcas Heinz e Quero e trouxe agora a linha Kraft.

Segundo o vice-presidente da cadeia de suprimentos da Unilever, a empresa não planeja uma nova fábrica em território brasileiro no curto prazo, mas tem um “plano agressivo” de investimentos para as unidades já existentes, incluindo expansões e adição de novos produtos às linhas.

Para 2019, os investimentos vão abranger todas as divisões da Unilever no país. A maior parte do faturamento da operação brasileira vem da área de cuidados com a casa, com marcas como Omo, Comfort e Brilhante.

A empresa também atua em cuidados pessoais (Dove, Seda e Closeup), alimentos (Maizena e Mãe Terra) e sorvetes (Kibon).

FonteBVMI – Licio Melo – Alexandre Melo/Valor

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